| Atrofia Progressiva da Retina (APR) e o teste Optigen | ||||||||||||||||||||
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| Enviado em Thu 24 Jul 2008 por Elenice (1181 leituras) | ||||||||||||||||||||
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Se você pretende criar cães, o teste Optigen é uma ferramenta formidável. Ele lhe permitirá conhecer o status de Atrofia Progressiva da Retina (APR) de seu(s) cão(ães), e desde filhotes... Só este tipo de teste de DNA permite a detecção de cães portadores (que constituem mais de 40% dos cães testados até o presente momento). A cada dia aumenta o número de criadores e de futuros criadores que utilizam este teste. Na Europa, em toda a Escandinávia, Alemanha, Bélgica, Inglaterra e França, o teste Optigen ganha terreno no mundo da criação de cães. Como o utilizar em nível de criação? Primeiramente, mesmo que todo mundo espere que seu cão seja A (não-portador), afaste a idéia de criar somente cães A, e de só produzir cães A. Nós ainda não chegamos nesta geração, mais tarde talvez... O objetivo não é, e não será jamais, sem dúvida, produzir cães geneticamente perfeitos. Porque quando se adiciona a porcentagem de cães afetados e de portadores que contém o gen para a doença, mas não irão desenvolvê-la, (os portadores sãos) nos cães testados até o presente momento, se chega ao resultado alarmante de quase 60% na raça cocker spaniel inglês (dados de 2003, ver dados atuais)... O objetivo principal de todo o criador deveria ser de não mais produzir cães com esta doença e de manter um controle sobre os portadores sãos graças à utilização do teste. Resultados possíveis e significado para o criador: Não-portador (em inglês “Normal”, “Clear”, também A ou A1 conforme a nomenclatura antiga): Você tem muita sorte, felicitações !!! Isto lhe dá as informações seguintes em relação aos pais do seu cão: Eles jamais ficarão doentes (C), você não poderia desejar melhor. Seus progenitores podem ser então: Cão A & Cão A ou Cão A & Cão B ou Cão B & Cão B Seu cão pode então ser acasalado com:
Portador (em inglês “Carrier”, também B ou B1 conforme a nomenclatura antiga): Não entre em pânico, você pode criar com seu cão, respeitando a condição seguinte: acasalar somente com um cão A. A ninhada será composta então de filhotes A e B. Em termos de ascendência, um cão B pode ter herdado de seu pai, de sua mãe e mesmo dos dois. Assim, um cão B pode provir dos casamentos seguintes: Cão A & Cão B ou Cão B & Cão C ou Cão B & Cão B ou Cão A & Cão C Afetado (em inglês “Affected”, também C ou C1 conforme a nomenclatura antiga): Decepção, tristeza, vontade de gritar que é injusto... Ninguém espera este resultado... Não fique desencorajado, diga que o importante é saber e trabalhar em conseqüência... Diga que isto não acontecerá mais a partir da próxima geração porque o teste lhe permite tomar as rédeas da situação... Isto é evidentemente muito triste para seu cão, você pode apenas esperar que a doença se manifeste o mais tarde possível. Um cão C implica inevitavelmente no fato de que seus dois progenitores sejam ao menos portadores. Ele pode provir de: Cão B & Cão B ou Cão B & Cão C ou Cão C & Cão C Veja a tabela abaixo.
É necessário conservar um cão C para a criação? Sim, caso ele possua qualidades para elevar o nível da criação e o aprimoramento da raça (morfologia, saúde, - por exemplo, excelentes posteriores -, temperamento, pedigree, etc...), ou se for, por exemplo, o único cão que você possui de uma linhagem que você não deseja perder... Um cão C não lhe dará jamais um filhote A... Será necessário esperar a geração seguinte para isto. Mas atenção, ele deve ser cruzado com um A (imperativamente para não produzir filhotes C), toda a ninhada será composta de B (portadores sãos, que não irão desenvolver a doença). Pode-se vender um filhote portador ou potencialmente portador para um canil? Sim, à condição de que os proprietários sejam prevenidos do resultado do teste Optigen dos progenitores, do resultado do teste Optigen revelado ou suposto do filhote, além da necessidade de se utilizar o teste Optigen ou um progenitor testado Optigen. Estabeleça isto por escrito, assinado pelas duas partes, guarde uma cópia com você, a fim de que ninguém diga, cedo ou tarde, que você não assumiu sua responsabilidade. Comunicação dos resultados Como você sabe, os resultados são enviados confidencialmente ao proprietário do cão testado. Ele lhe pertence e a decisão de o divulgar ou não é somente sua. No entanto, é melhor, pelo respeito à raça que você cria, advertir certas pessoas. Isto nos casos seguintes: - O cão testado não é de sua criação. Neste caso, advirta o criador do cão. - O cão testado já participou da reprodução. Se for um macho, advirta as pessoas que o utilizaram em acasalamentos. Se for uma fêmea, advirta os proprietários dos filhotes, se eles tem ou são suscetíveis a ter projetos de criação (nada impede também de advertir o pequeno proprietário que tem um cão unicamente para companhia porque mesmo nos piores casos não há nada a fazer para evitar a aparição da doença). E ainda, se a comunicação dos resultados pode ajudar outros criadores que trabalham com as mesmas linhas de sangue que você, por que não publicá-los? Se ninguém mais está envolvido, você é livre para guardar seus resultados para você mesmo e sobretudo não tenha vergonha de seus cães, mesmo que eles sejam B ou C. Você provavelmente tem portadores de APR, como em TODAS as linhas de sangue... Mas, ao menos, você sabe e vai trabalhar em conseqüência... O que dizer de outros criadores, alguns de crítica fácil, que não fazem nenhum teste e que continuarão a produzir cães portadores, e sobretudo doentes, com toda a impunidade! Trata-se de um parâmetro a mais a se ter na criação. Assim todos poderão avançar mais rápido na criação e sobretudo de uma maneira mais saudável. Os detratores do teste Optigen Você os terá sempre em seu caminho, para lhes dizer: - que o teste não é confiável (desde junho de 2005, ele é confiável à 100 %)... Claro, pode sempre haver "couacs", como cães que podem ter uma forma muito mais rara de APR, mas estes são raríssimos e representam estatisticamente + ou – 1 caso sobre 1.000. Se você não acredita, invista algum tempo para ver a lista de cães testados e você verá que tudo corresponde, tanto os resultados de progenitores quanto de seus descendentes, os cães testados C que acabam cedo ou tarde desenvolvendo a doença, ou o resultado sobre diversas gerações; - que o teste só se baseia sobre uma forma de APR (sim, mas é a forma mais corrente no Cocker Spaniel Inglês, e os laboratórios não investiram altas somas de dinheiro e trabalharam durante anos para produzir um teste para nada); - que o teste custa muito caro (sim, é um certo investimento, mas quando se cria realmente por paixão, quando se respeita verdadeiramente a raça, é necessário saber o que se quer); - que não podemos controlar tudo, que se deve deixar uma parte para a natureza (estas pessoas seguramente não tiveram jamais a experiência de viver com um cão que ficou cego precocemente); - que só o teste anual e o ERG são oficialmente reconhecidos (Optigen é reconhecido cada vez mais por clubes caninos em nível internacional, de mais a mais, avancemos com o progresso, com nosso tempo!). Você vai notar também que em diversos países os criadores não esperaram que o teste fosse reconhecido oficialmente pelo clube para só depois o utilizar. Muitos já o fazem; - que de todo modo é comum os Cockers ficarem cegos e isto é da velhice, segundo muitos veterinários... (um cocker de 8 anos cego, é ele velho???). Aviso aos proprietários Se você deseja adquirir um cocker inglês, mesmo unicamente como cão de companhia, assegure-se que os progenitores sejam testados para displasia, tenham realizado teste ocular anual e que, ao menos, um dos dois pogenitores tenha sido testado Optigen A (Normal/Clear), ou que provenha ele mesmo de dois cães A. Isto é a única garantia provando que seu futuro companheiro não desenvolverá, cedo ou tarde, a forma mais comum de APR, que provoca a cegueira absoluta no cão (não confie nos criadores que não testam nada e dizem nunca ter encontrado problema de saúde em seus cães). Últimas observações O teste Optigen não substitui o teste ocular anual, que deve sempre ser efetuado, para todas as anomalias de pálpebras, pontos lacrimosos, glaucoma, catarata, etc... O teste Optigen detecta a Atrofia Progressiva da Retina, mas em nenhum caso a catarata.
Não existe atualmente nenhum teste genético para a catarata (na verdade “as” cataratas, porque existem diversos tipos, mesmo em uma mesma raça, que torna as pesquisas ainda mais complexas), só o teste anual permite detectar a doença sobre um cão, e infelizmente nada é garantido a 100% para a descendência. Bem entendido, que o fato de testar anualmente os progenitores e, sobretudo, não criar um cão doente, oferece mais uma garantia quanto à descendência, mas isto é atualmente o máximo que o criador pode fazer... Conclusão Se você deseja criar ou se você já é criador há vários anos, nós lhe encorajamos fortemente a utilizar o teste Optigen... Nós não temos nenhum outro interesse ao lhe aconselhar isto, a não ser a preocupação e o respeito pela raça que tanto amamos... Não espere mais, você é responsável pelos filhotes que produzirá, seja sua primeira ninhada ou que você tenha 10 ninhadas por ano... Antes do teste Optigen, você não tinha controle sobre a APR. Com a existência do teste Optigen e o meio que ele oferece de não mais produzir cães que desenvolverão, cedo ou tarde, a doença, você é totalmente responsável pelo controle da APR. Para mais informações "técnicas" sobre o teste, ver em: e nos sites Você também está convidado a consultar algumas das estatísticas mundiais. Texto cedido gentilmente ao site Norbu, o cocker por Carol do Domaine d’Haïsha. Tradução e adaptação: Elenice Dueñas. Para ver o texto original, clique aqui. Atualmente laboratórios europeus também realizam o teste prcd-PRA, como o GENINDEXE.
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O artigo acima também representa a opinião do site Norbu sobre este assunto. Em junho de 2008, Norbu participou da segunda clínica Optigen ocorrida no Brasil, por iniciativa do Clube Paulista do Labrador, em Itapecirica da Serra, em São Paulo. Em setembro do mesmo ano, enviamos material de Shanti para o laboratório nos USA. Nossos cockers, juntamente com 22 labradores e outros 17 cockers, são pioneiros no País a realizar o exame de prcd-PRA. Parabéns aos criadores tanto de labradores quanto de cockers que tomaram esta iniciativa.