| Cachoeiras e temporais | ||||||||
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| Enviado em Sat 06 Feb 2010 por admin (300 leituras) | ||||||||
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Por: Elenice Dueñas e Marcelo Pabst Foi na cachoeira de Santa Clara (foto ao lado), na região de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que nós (Elenice e Irapa) aprendemos com os moradores locais uma lição valiosa. Tão valiosa que pode salvar vidas: a tomar cuidado com a "tromba de água", como é chamada pelos nativos. O fenômeno natural ocorre quando as chuvas se intensificam em regiões mais altas rio acima. O volume de água se acumula e desce tão rápido que pode pegar os desavisados banhistas de cachoeiras. Contam que já teve gente que não conseguiu sair a tempo da piscina natural, formada pela queda d'água, e se afogou, tamanha a rapidez com que a enxurrada despenca cachoeira abaixo. Muitos ficam incrédulos, ao escutarem o alerta. Mas acreditem, pois é verdade! ![]() Quem presenciou este fenômeno foi nosso parceiro de trilhas Marcelo Pabst, em fevereiro de 2010, na cachoeira Pedra Branca, no distrito de Boa União, no interior do Rio Grande do Sul. Ele nos conta com estupefação o momento vivido: "Chegamos na cachoeira para um banho e fotografei a queda d'água (foto à esquerda). Começava a chover, devido ao forte calor. A chuva ainda era fraca. Resolvi deixar Axel e Mutley no carro, logo abaixo estacionado, pois se a chuva passasse iríamos acampar no local e não queria eles encharcados para depois dormirem na barraca. Eu e Thiago fomos tomar um banho que acabou sendo de baixo de temporal típico de verão. A água estava muito boa, tão quente quanto a do mar! O local do poço é um "panelão", com só essa entrada e saída. Para ir ao outro lado se atravessa o poço a nado ou por muitas pedras pelo leito do rio, caminho bem difícil, e acaba em paredões. Dá para ir atrás da queda d'água por esse lado. O que também fizemos. Saímos do poço meia hora antes e fomos fazer um chimarrão. Descemos um pouco o rio e fomos tomar o chimas um pouco antes de uma outra queda d'água bem menor. Entramos no meio do leito do rio com água pelas canelas, e nos sentamos ali para tomar o chimas. De repente ouvimos estrondos ecoando pelo local. Olho para trás e para cima e vejo a cachoeira com todo esse volume. Toneladas de água caindo de 95m de altura! Verdadeiros estrondos no local! Thiago e eu saímos apressados do leito do rio, sendo que eu caí um tombo de costas com tudo nas pedras escorregadias. Levanto-me rápido e olho para trás... o leito do rio, onde estávamos, foi tomado por forte correnteza com ondas, nesses poucos segundos! Teríamos sido arrastados para a outra queda d'água que vinha em seguida, com uns 30m de altura! Vou correndo para o carro, pego a máquina e fotografo o fenômeno (foto à direita). Tentei chegar mais perto para ver como estava o poço, mas era tão grande o barulho e a névoa da água junto com vento deslocado que não tive coragem. Parecia que a qualquer momento o poço transbordaria e a água invadiria a estradinha onde estava o carro. Corri para o carro e disse para o Thiago que devíamos sair o mais rápido possível, pois ao longo do caminho haviam pequenas pontes para atravessar! Se a água tomasse conta das pontes, ficaríamos ilhados com o carro no local. Ainda bem que conseguimos sair do local e do distrito de Boa União, pois o nível do rio continuava a subir! Essa água toda desce de cima dos Aparados da Serra. É o resultado de temporais fortes em toda a região! A gente nem imagina que um temporalzinho de verão possa fazer isso (foto ao lado, antes e durante), mas essa água não é só do temporal que caiu no distrito de Boa União, mas a água do temporal que também caiu em toda região dos Aparados da Serra, a bons quilômetros de distância! Poderia nem ter chovido aqui, mas basta temporais fortes a quilômetros de distância para vir toda essa água. Por isso, deve-se ficar atento em cachoeiras e canyons quando o tempo é favorável a fortes temporais nas regiões próximas." Fica aqui nosso alerta, com explicações, com imagens e com o depoimento do Marcelo.
Além deste fenômeno natural, deve-se ter em mente que nestes locais, mais sombrios e úmidos, as pedras posssuem musgos. O que as tornam mais escorregadias. Em alguns trechos, próximos às margens do rio, é comum haver pedras soltas. Em ambas situações, tanto humanos quanto cães podem escorregar, cair, torcer o tornozelo (no caso de cães, a pata) ou, pior, sofrer alguma fratura. Divirtam-se, mas sejam prudentes e fiquem sempre atentos. Boa trip a todos! |
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Foi na cachoeira de 
De repente ouvimos estrondos ecoando pelo local. Olho para trás e para cima e vejo a cachoeira com todo esse volume. Toneladas de água caindo de 95m de altura! Verdadeiros estrondos no local!
Essa água toda desce de cima dos Aparados da Serra. É o resultado de temporais fortes em toda a região! A gente nem imagina que um temporalzinho de verão possa fazer isso (foto ao lado, antes e durante), mas essa água não é só do temporal que caiu no distrito de Boa União, mas a água do temporal que também caiu em toda região dos Aparados da Serra, a bons quilômetros de distância! 







