| Por que educar um cão? |
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| Enviado em Mon 19 Nov 2007 por Elenice (1022 leituras) |
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Aos desavisados, atenção! A educação não é uma ditadura. Numerosas pessoas cometem o erro de utilizar a brutalidade para alcançar um fim. O cão não deve ser tratado como um objeto sobre o qual se exerce um poder sentido como negativo. Há vários métodos de adestramento. Antes de optar por este ou aquele profissional, se informe, pesquise e leia sobre o assunto. Infelizmente, assim como em todas as áreas, há bons e maus profissionais. Não se atire na primeira opção. Reflita bem. Não são poucos os relatos da existência de cursos administrados por pessoas sem a qualificação necessária. Quanto ao responsável pelo cão, este deve desempenhar autoridade de maneira justa. Para isto, é importante possuir qualidades como o equilíbrio, a calma, a paciência, a firmeza e a justiça. A dominância antes de ser uma questão de força física é uma questão de superioridade hierárquica. Educar um cão é desejar se comunicar com ele. Para que educar o cão? Algumas pessoas devem se perguntar: mas para que educar um cão? Por uma razão muito prática, um cão bem educado simplifica a vida cotidiana. Ele não será agressivo com seus congêneres nem correrá o risco de ser esmagado por um carro em alta velocidade. Ao contrário, bem socializado e bem educado ele poderá lhe acompanhar por todos os lugares. A educação é uma fase importante que permite o melhor conhecimento entre o cão e o homem e estabelece uma relação mútua de confiança. Um cão corretamente educado é mais equilibrado e, paradoxalmente, ganha em liberdade quando o cordão umbilical não é mais o laço que o une, mas uma estreita cumplicidade. A educação do filhote
Norbu começou a ser adestrado por nós aos quatro meses de idade, antes disto já vinha recebendo uma educação de base no canil, como, por exemplo, urinar no lugar certo. (Atenção! O que relato nesta página é simplesmente parte da nossa experiência pessoal. Cada cão é um cão e cabe ao responsável pelo animal se preocupar em saber o momento adequado para cada etapa e/ou procurar um profissional competente para orientá-lo).
Começamos o treinamento em casa e, posteriormente, na presença de mais pessoas e em parques. O progresso começou a ser notado devido à persistência e à repetição das lições.
Algumas regras básicas que aprendemos na prática: seja coerente na aprendizagem, não passe a um novo exercício antes que o precedente não tenha sido assimilado, não pare o exercício sobre um fracasso e não sobrecarregue o filhote. A educação de base deve ser sempre uma atividade lúdica. Enquanto esperávamos para receber Norbu do canil, assistimos como ouvintes a um curso de agility, no Kennel Clube do Rio Grande do Sul (KCRGS), ministrado pelo adestrador e juiz de agility Stefano Squerline Neves, onde recebemos noções básicas do esporte. O filhote chegou a fazer duas aulas do curso.
Foi somente com 1 ano e dois meses de idade que Norbu pode conhecer de fato este esporte. Depois de muito pesquisar e refletir nós optamos pelo curso de agility da escola Amigo Cão. De abril a dezembro de 2006, com alguns intervalos de tempo neste período, Norbu foi aluno da escolinha sob a orientação do condutor e treinador, Aurélio Schubert. A evolução deste trabalho você confere neste site. RecompensaOptamos por utilizar o condicionamento positivo que permite um avanço rápido na educação do animal. Então, quando o Norbu se comporta como a gente espera nós o felicitamos e lhe damos uma recompensa. É necessário obedecer sempre à simultaneidade: ordem, resposta, recompensa. Reforçar os bons comportamentos com recompensas é muito mais importante do que punir as faltas. Entende-se por punição, ignorar o cão quando ele não faz o exercício corretamente, por exemplo. A recompensa é habitualmente verbal. A voz, a entonação, as feições e a postura corporal formam uma mensagem agradável. Sob a forma de carícias ela se torna tátil. De acordo com a parte do corpo que você acariciar ela terá maior ou menor valor. Assim, uma carícia na garganta ou no peito é bem mais apreciada do que sobre as costas ou a cabeça, que manifestam dominância. As especiarias devem ser dadas com parcimônia porque o cocker é um grande guloso e pode se fixar unicamente sobre este tipo de recompensa. No entanto, o comportamento dos cães não deriva somente de um condicionamento simples como o narrado acima. Estudos mostram que o processo cognitivo nos cães é mais refinado do que se pensa. Distração
Tente se limitar a uma punição verbal. Para que ela seja útil deve ser imediata e ocasional. A toda tentativa de desobediência se reprime o cão com uma marca de reprovação sempre idêntica: um NÃO duro, breve e enérgico. A voz deve ser baixa e a mais grave possível. Não se deve jamais gritar, pois a audição do cão é bem superior à nossa. Um bom educador não deveria jamais chegar a bater em seu cão. Bater em um cão é assinar o fracasso educativo. Bater em um cão com brutalidade é lhe ensinar a morder. A educação de base Chamar, sentar, deitar, ficar, andar na guia, buscar objetos, andar junto, caminhar sem guia são alguns itens da educação de base. Atualmente, existem vários métodos de aprendizado, o importante é que você escolha um que não brutalize nem traumatize o animal. Esteja sempre atualizado, leia, se informe, questione, procure profissionais competentes e, ao final, opte por um método que traga a felicidade para a dupla homem/cão. Tudo para você se tornar um bom mestre e seu amigo um bom cão. Eduque seu cão. Você, ele e a sociedade, todos sairão ganhando. Estas são as dicas do site Norbu & Shanti. |
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Algumas pessoas devem se perguntar: mas para que educar um cão? Por uma razão muito prática, um cão bem educado simplifica a vida cotidiana. Ele não será agressivo com seus congêneres nem correrá o risco de ser esmagado por um carro em alta velocidade. Ao contrário, bem socializado e bem educado ele poderá lhe acompanhar por todos os lugares. A educação é uma fase importante que permite o melhor conhecimento entre o cão e o homem e estabelece uma relação mútua de confiança. Um cão corretamente educado é mais equilibrado e, paradoxalmente, ganha em liberdade quando o cordão umbilical não é mais o laço que o une, mas uma estreita cumplicidade. 
Seguindo as orientações do livro "Adestramento Inteligente, com Amor, Humor e Bom Senso", do zootecnista 


Quando o cocker faz uma bobagem é melhor não o punir, mas distraí-lo da ocupação. Caso ele estiver roendo suas pantufas, exemplo clássico, retire o calçado da boca dele e diga um severo “não” substituindo a tão cobiçada por um brinquedo do cão. Quando ele pegar o brinquedo felicite-o. Você deve mostrar que ele pode brincar apenas com os próprios brinquedos e não com os objetos da casa.

