| Cocker Spaniel Inglês | |||||||||||||||||||||||||||||
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| Enviado em Mon 19 Nov 2007 por Elenice (1420 leituras) | |||||||||||||||||||||||||||||
Alerta No Brasil, vítima da grande popularidade na década de 80, o english cocker spaniel foi mal selecionado e reproduzido indiscriminadamente por pseudo-criadores mais interessados pela rentabilidade do que pela preservação da raça. Esta situação se estendeu até meados da década de 90. O cocker acabou instável. Na Europa, a exploração da raça começou na década de 70. Vinte anos mais tarde, abandonado pela moda nos países europeus, o cocker renasceu das cinzas, saudável e equilibrado. No Brasil, o trabalho a ser feito é grande. Hoje, os criadores idôneos do país que persistem na preservação da raça tentam superar a herança pouco nobre fruto da reprodução irresponsável de cães.Começo da história De acordo com o etólogo francês Olivier Lagalisse, o cão é a primeira espécie animal domesticada pelo homem. Ele descende do Tomarctus que viveu na pré-história. Ambos aparecem juntos desde o final do paleolítico. A prova cabal são as ossadas destes animais ao lado de esqueletos humanos da Era Quaternária encontradas datando 15 milhões de anos.Nascido do lobo Canis Lupus, o cão Canis Palustris seria o ancestral de nosso cão doméstico denominado Canis Familiaris pelo médico naturalista sueco, Carl Von Linné (1707-1778). Estudos sugerem que, estreitamente ligado à evolução do homem, o cão começa desde a Idade do Bronze sua própria transformação. Rapidamente quatro tipos principais de Canis Familiaris parecem se desenhar sobre a superfície do globo em função dos diferentes meios geográficos e climáticos nos quais eles evoluem, bem como da influência dos diversos trabalhos aos quais eles são submetidos. Esta primeira seleção “natural”, que influencia diretamente o tamanho, o peso, a largura do corpo, a forma do crânio, a potência das mandíbulas e a textura do pêlo, é o primeiro esboço de nossas raças caninas.Raças caninas
A seleção ressalta qualidades físicas ou comportamentais de um indivíduo e tenta lhes fixar, definitivamente, na descendência. Para isto, é indispensável conhecer a consangüinidade do animal. Atualmente, a cinofilia classifica as raças caninas em dez grupos distintos. No Brasil, foi criado um grupo a mais para as raças não reconhecidas pela FCI. Veja o quadro:
Origem do english cocker spaniel Todos os spaniels britânicos descendem dos espanhóis, descritos por Gaston Phoebus em seu célebre tratado sobre a caça de 1387, introduzidos na Grã-Bretanha a partir da Idade Média, no século XIV. Esses cães mais ou menos selecionados por sua utilização variam do “springing spaniel”, grande e forte, até o “toy spaniel”, bem pequeno. Todos com o pêlo claro e sedoso e de caráter doce e brincalhão. No entanto, serão os ingleses que irão trabalhar a raça. Em 1570, John Keys, futuro médico da rainha Elisabeth I, elabora uma lista completa das raças presentes na Grã-Bretanha, mencionando os spaniels, importados da Espanha e estabelecidos na ilha há muito tempo. A partir do século XVIII a nobreza inglesa distinguirá diversas variedades entre estes cães. No século XIX, com a ascensão da caça com fuzil, a raça será afinada pelos ingleses, com a criação do english springer spaniel, do clumber spaniel, do sussex spaniel, do field spaniel, do irish water spaniel e, claro, do cocker spaniel english. Até 1850, o peso parece ser o critério principal de seleção, assim os cães pesando 12,5 kg são declarados “woodcockers”, ou seja, pequenos modelos especializados na caça de perdizes, codornas, maçaricos e narcejas.O cruzamento de “toy Spaniel” (King Charles) contribuiu para a diminuição do tamanho do woodcocker. Assim, nasce em 1879 no canil de Farrow, o célebre campeão “Ted Obo”, de cor preta, considerado o arquétipo do cocker, medindo 25cm até a cernelha. Em 1883, o Kennel Club reconhece a raça e proíbe, em 1901, a utilização da balança para a seleção. Em 1904, no mesmo ano da inauguração do clube inglês, nasce o soberbo macho “Bebbe”, ancestral de todos os cockers dourados. Introduzida em 1880 no Canadá e nos Estados Unidos (USA), a raça faz sua aparição na França em 1885. Ela fará enorme sucesso ao lado dos caçadores de coelhos. Os criadores franceses se agrupam no Spaniel Club em 1898. Dizimado da Europa durante a Grande Guerra, o plantel se reconstituirá rapidamente nos países europeus graças à dedicação de vários criadores. Na década de 50, a diminuição de coelhos, transformou o cocker de cão de caça em cão de companhia e sua entrada no purgatório a partir da década de 70, vítima da moda. Vinte anos mais tarde, livres dos comerciantes de cães inescrupulosos, o clube da raça relança com sucesso na Europa, o belo e o bom cocker. Atualmente, a popularidade do cocker se deve às suas qualidades de cão de companhia. Cinofilia Em cinologia, a raça designa um grupo de indivíduos caninos criados e registrados em um livro de origens há várias gerações em vista de um objetivo definido: o standard. Os cães transmitem de geração a geração as características e as atitudes próprias da raça. Os hábitos, as exigências, os traços do caráter, as qualidades e os defeitos, tudo isto é passado aos filhotes. No entanto, existe uma grande variedade genética em uma mesma raça e o comportamento e o temperamento se encontram em estado latente em todas elas. Atualmente, dois perigos ameaçam a criação da raça: o de se orientar somente pela beleza estética e, o mais grave, o fato de se dispor de um pool genético cada vez mais fraco. A consangüinidade e a line-breeding (cruzamento de progenitores tendo ancestrais comuns) parece fazer a seleção girar em círculos. Resultado: observa-se um número crescente de indivíduos de “puro sangue” instáveis, muito frágeis sobre o plano emocional que desenvolvem certas patologias comportamentais, como o medo e a agressividade. Constata-se igualmente uma diminuição da fertilidade e uma baixa de vitalidade (fenômeno de depressão devido à consangüinidade). Vários cães sofrem problemas oculares, locomotores, alérgicos, dentários, auditivos e cardiovasculares. O número de raças com estes problemas é alarmante. Além disso, a falta de rigor na seleção, freqüentemente ligada a uma má utilização do cão, aliada ao fenômeno da moda, pode condenar irremediavelmente uma raça à extinção.
Os criadores se organizam nos kennel clubes. No Brasil, o órgão máximo da cinofilia é a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), sediada no Rio de Janeiro e filiada à Federação Internacional de Cinofilia (FCI) com sede na Bélgica. As federações cinófilas são órgãos estaduais filiados à CBKC. A elas reportam os Kennels que são as entidades cinófilas de cada cidade. Standard
Tamanho: Pelagem: O pêlo é sedoso e compacto, formando franjas sobre as orelhas, membros anteriores e posteriores acima da cernelha e sobre o corpo. O pêlo não deve ser encaracolado, frisado nem muito abundante. Cores: Características específicas
Mesmo podendo viver em apartamento, não se deve perder a noção que é um cão de caça e que, por isto, tem necessidade de uma atividade física plena, a fim de se manter em boa forma física e psicológica. Passeios diários são indispensáveis. Apesar de não ser um cão de guarda por excelência, possui um fundo protetor e uma ótima audição podendo latir ou uivar para prevenir a família da presença de estranhos. Seu pecado mortal: a gulodice. |
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No Brasil, vítima da grande popularidade na década de 80, o english cocker spaniel foi mal selecionado e reproduzido indiscriminadamente por pseudo-criadores mais interessados pela rentabilidade do que pela preservação da raça. Esta situação se estendeu até meados da década de 90. O cocker acabou instável. Na Europa, a exploração da raça começou na década de 70. Vinte anos mais tarde, abandonado pela moda nos países europeus, o cocker renasceu das cinzas, saudável e equilibrado. No Brasil, o trabalho a ser feito é grande. Hoje, os criadores idôneos do país que persistem na preservação da raça tentam superar a herança pouco nobre fruto da reprodução irresponsável de cães.
De acordo com o etólogo francês Olivier Lagalisse, o cão é a primeira espécie animal domesticada pelo homem. Ele descende do Tomarctus que viveu na pré-história. Ambos aparecem juntos desde o final do paleolítico. A prova cabal são as ossadas destes animais ao lado de esqueletos humanos da Era Quaternária encontradas datando 15 milhões de anos.
Estudos sugerem que, estreitamente ligado à evolução do homem, o cão começa desde a Idade do Bronze sua própria transformação. Rapidamente quatro tipos principais de Canis Familiaris parecem se desenhar sobre a superfície do globo em função dos diferentes meios geográficos e climáticos nos quais eles evoluem, bem como da influência dos diversos trabalhos aos quais eles são submetidos. Esta primeira seleção “natural”, que influencia diretamente o tamanho, o peso, a largura do corpo, a forma do crânio, a potência das mandíbulas e a textura do pêlo, é o primeiro esboço de nossas raças caninas.
Todos os spaniels britânicos descendem dos espanhóis, descritos por Gaston Phoebus em seu célebre tratado sobre a caça de 1387, introduzidos na Grã-Bretanha a partir da Idade Média, no século XIV. Esses cães mais ou menos selecionados por sua utilização variam do “springing spaniel”, grande e forte, até o “toy spaniel”, bem pequeno. Todos com o pêlo claro e sedoso e de caráter doce e brincalhão.
Até 1850, o peso parece ser o critério principal de seleção, assim os cães pesando 12,5 kg são declarados “woodcockers”, ou seja, pequenos modelos especializados na caça de perdizes, codornas, maçaricos e narcejas.
Dizimado da Europa durante a Grande Guerra, o plantel se reconstituirá rapidamente nos países europeus graças à dedicação de vários criadores. Na década de 50, a diminuição de coelhos, transformou o cocker de cão de caça em cão de companhia e sua entrada no purgatório a partir da década de 70, vítima da moda. Vinte anos mais tarde, livres dos comerciantes de cães inescrupulosos, o clube da raça relança com sucesso na Europa, o belo e o bom cocker.
Em cinologia, a raça designa um grupo de indivíduos caninos criados e registrados em um livro de origens há várias gerações em vista de um objetivo definido: o standard. Os cães transmitem de geração a geração as características e as atitudes próprias da raça. Os hábitos, as exigências, os traços do caráter, as qualidades e os defeitos, tudo isto é passado aos filhotes.
Aspecto Geral:
De temperamento doce, afetuoso e sociável, adapta-se a diversas situações. Um cocker saudável e de boa linhagem não é em nenhum caso agressivo. Dotado de forte personalidade é conveniente canalizá-la desde a mais tenra idade. Ativo e inteligente, educa-se facilmente combinando doçura e firmeza. Gentil e paciente convive bem com seus congêneres, pois não é um dominador.