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Cachoeira do Tobogã

Irapa e Norbu na cachoeira do Tobogã

Julho 2010. A Cachoeira do Tobogã, também conhecida como cachoeira da Penha, foi uma bela surpresa para nós e para o amigo Marcelo que viajou conosco nas férias deste ano. Saímos no início da tarde do Corisquinho rumo à cachoeira Pedra Branca, sem mapa, sem GPS, sem nada, apenas seguindo a orientação dos habitantes locais. Foi uma das primeiras vezes que pegamos a estrada sem as coordenadas exatas e sem muitas informações sobre o destino. Bem, às vezes, é bom variar.
Shanti na cachoeira do TobogãIgreja Nossa Senhora da Penha
No caminho, uma simpática igrejinha branca com detalhes em azul construída sobre uma imensa rocha redonda. Estávamos diante da Igreja Nossa Senhora da Penha localizada na estrada Paraty-Cunha.
 
Cachoeira do Tobogã

Aplicamos um dos mandamentos dos mochileiros. Devemos aprender com os contratempos. Se perder no caminho pode significar achar uma pessoa interessante ou um lugar que ainda não se conhece.
Elenice e os orelhudos sobre os rochedosIrapa e os orelhudos
E foi isto que fizemos. Seguimos uma pequena trilha ao lado da igreja e fomos desembocar em uma enorme rocha lisa, com cerca de 3 metros de altura, onde os mais destemidos deslizavam pedra abaixo e caíam na piscina natural formada pelas águas da cachoeira.
Cachoeira do Tobogã (Foto: Irapuan Rodrigues)
 
Descemos com os cães para visitar o local e lá ficamos a tarde toda. Garotos da região desciam de  pé e descalços, em posição de quem está esquiando, a grande pedra escorregadia. Os menos audaciosos deslisavam sentados.
Elenice, Norbu e ShantiNorbu na cachoeira do Tobogã
Norbu e Shanti se assustaram com o som do impacto dos corpos na água e com a gritaria do pessoal, cada vez que alguém encarava o Tobogã natural. Pegamos uma trilha paralela à imensa rocha onde a água escorria determinada e fomos para o topo da cachoeira. Do alto, encontramos uma maravilhosa piscina natural.
 
Alto da cachoeira

Uma rocha de forma arredondada sobre o grande granito formava uma pequena queda. Sentamos ali para descansar e apreciar a paisagem exuberante. Rodeados pela mata Atlântica preservada, fizemos uma pausa. Após o descanso, continuamos subindo margeando o rio.  Uma ponte de corda nos levou até o Poço do Tarzan.
Norbu descendo até o rioMarcelo atravessa a ponte de cordas
O local leva este nome por ali haver uma grande pedra onde as pessoas sobem e se atiram no poço logo abaixo. A proeza já deixou muitos lesionados, contam os moradores locais. Segundo eles, todo dia sai alguém machucado dali. Então, atenção e cuidado!
Marcelo sobre a ponteMata Atlântica
Observamos o poço de longe com os cães e retomamos a trilha que sai na estrada. Norbu se meteu na mata e voltou cheio de carrapicho na pelagem. Ganhou o apelido de bicho folha, pois ficou totalmente verde.
Norbu e Shanti na cachoeira do TobogãNorbu pleno carrapicho nas orelhas
Seguimos em direção ao carro e tomamos a estrada de volta. O sol se escondeu na mata e a luz do luar banhou as montanhas.
Águas límpidas e transparentesIgreja Nossa Senhora da Penha
A façanha de Norbu pela mata resultou em três horas de escovação e um tubo de produto canino próprio para desembaraçar e retirar todos os carrapichos, mas valeu a caminhada e o sorriso maroto do mochileiro orelhudo que contagia a todos.

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