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Rafting em Brotas

Foto: Brotas Aventura

Segura que é rafting! O rio Jacaré Pepira é atualmente o maior centro do esporte no Brasil e nós estávamos ali. Cheios de entusiasmo e com o apoio da equipe Brotas Aventura, abraçamos a oportunidade com Norbu. O floating foi a nossa preparação para o rafting. Agora a adrenalina iria correr pelas veias e iríamos enfrentar corredeiras maiores. Nesta aventura, fomos conduzidos pelo instrutor Jean Carlos, com 15 anos de experiência em rafting e canoagem, sendo destes, 10 anos como coordenador de águas brancas e canyonismo. A coordenação da equipe ficou a cargo do Gilson. Ele nos acompanhou no caiaque de segurança e fotografou nossa descida nas corredeiras.

Foto: Gilson da SilvaFoto: Gilson da Silva

Pela Brotas Aventura, já passaram dezenas de cães das mais diversas raças e tamanhos, de pequeno, médio e grande porte. A prática tem mostrado que os peludos de médio e grande porte se saem melhor na atividade do que os pequenos. Alguns entram para dentro do colete salva-vidas do dono e só saem de lá quando tudo acaba. Claro que há exceções e um grandão pode, contrariando a maioria, "amarelar", e um pequenino se mostrar um desbravador de corredeiras. Mas em geral, os cães curtem a atividade ao lado dos seus humanos de estimação.

Foto: Gilson da Silva

Norbu nos surpreendeu. Ao ver o bote pela segunda vez, ficou eufórico. Começou a latir sem parar e quando pensamos em pegá-lo para colocá-lo dentro do bote, ele se lançou com espontaneidade para dentro. Nos fitava fixamente como quem dissesse: "venham logo, vamos descer as corredeiras".

Foto: Gilson da SilvaFoto: Gilson da Silva

No rafting também existem pontos de calmaria, mas a adrenalina é bem maior do que no floating. O volume de água é diferente. As quedas d'água são maiores. As manobras mais arrojadas. Por isto, a nossa pequena Shanti, enquanto estávamos no rafting, ficou na recepção da pousada com Deliana. Julguei que, para ela, o floating havia sido adrenalina suficiente para o dia. Um dos ensinamentos do rafting é respeitar a individualidade e os limites de cada um e isto também se aplica aos cães.

Foto: Gilson da Silva

No início, eu confesso que estava com medo. E o nosso instrutor disse: "medo do que não se conhece é normal". Naquele momento, eu percebi que sentir medo também era inútil. O importante é que estava ali com coragem suficiente para encarar o desafio.

Foto: Gilson da Silva

Na beira do rio, Jean recapitulou os comandos de posicionamento no bote, os cuidados com o remo, o papel de cada um no caso de virada do bote e os tipos de remada. Nos passou uma segurança enorme e o temor evaporou. Irapa ficou na proa, eu no meio, cuidando Norbu, e Jean na popa, dando a linha e a direção do bote, posição onde ele enxergava todos nós e berrava os comandos.

Foto: Gilson da Silva

A primeira descida é indescritível, depois dela tudo fica mais fácil. A adrenalina toma conta. Norbu adorou a aventura e foi o meu maior incentivo emocional durante o trajeto. Ele estava à vontade, ficou grande parte do tempo virado de costas observando Jean na popa. O mantive na guia durante todo o trajeto, mas sentia que se eu o soltasse no remanso ficaria saracoteando alegre no bote.

Foto: Gilson da Silva

O percurso que fizemos mesclou trechos de águas calmas e de muitas corredeiras. O dia era de céu azul e sol forte. Há uma semana não chovia na região. O nível do rio estava médio, perfeito para nós iniciantes. Nem tão vazio nem tão cheio.

Foto: Gilson da SilvaFoto: Gilson da Silva

Foi uma experiência incrível e difícil de exprimir em palavras. O rafting é um esporte para ser praticado em equipe e envolve união, solidariedade, liderança, sintonia e percepção de tudo ao redor. Acho que nos saímos bem, pelo menos, o bote não virou... brincadeira, nos saímos bem porque tivemos o Jean como instrutor que fez tudo parecer muito fácil. No final da descida, Gilson encostou o duck do lado do nosso bote e perguntou: - Não ouvi este cachorro latir nenhuma vez. Ele latiu? Eu respondi: - É... ele não latiu. E Irapa completou: - É que ele só late para coisas que o assustam, como... vacas. Riso geral!

Foto: Gilson da Silva

Ter tido a sorte de encontrar pessoas apaixonadas pelo que fazem, que compartilharam seus conhecimentos sobre floating e rafting com a gente, transmitindo os ensinamentos necessários para que tudo desse certo, foi fundamental. Muito obrigada pela acolhida e, acima de tudo, por terem nos proporcionado momentos únicos ao lado de nossos mascotes, nos dando a medida certa de adrenalina que faz com  que nos sintamos verdadeiramente vivos! A toda galera que nos acompanhou nestes dois dias, Deliana, Caco, Tony, Jean, Gilson, Suzel e Priscila, bom percurso sempre! Brotas, São Paulo, dezembro de 2009.


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